Testemunho da Irmã Luisa

Testemunho da Irmã Luisa

 

Testemunho Adriana ccpvidaTenho a alegria de dar testemunho da misericórdia de Deus em minha vida! Não é fácil, porque existiram caminhos tortuosos, porém fizeram parte da minha história. E Deus, que do mal pode tirar um bem, fez uma obra nova em mim.

Perdi meus pais quando ainda era um bebê de nove meses. Fui criada pelos meus avós paternos, educada na fé católica, recebi os sacramentos do Batismo, da Sagrada Comunhão, o qual foi um momento lindo, pois desejava muito receber Jesus Eucarístico. Recebi também o Crisma, foi uma ocasião maravilhosa, visto que Deus me concedeu tamanha graça de confirmar a fé.

Ao falar de minha vida, recordo- me da grande catequista que foi minha avó, a qual eu chamava mãe. Ela dava testemunho com a vida, perdoava e dizia que eu tinha o dever de sempre perdoar, porque Jesus perdoa sempre.

Nunca lhe faltava algo para doar aos que batiam a nossa porta. E ensinava em sua simplicidade e sabedoria: “Minha filha, é melhor ter para doar que necessitar pedir”. Testemunhava gratidão e dizia-me ser rica da graça de Deus. Seus atos, eu guardava em meu coração, o testemunho dela despertava em mim o desejo de doar-me.

Entretanto, deixei-me envolver pelas coisas do mundo e os meus valores foram ficando escondidos dentro de mim. Meu desejo era de ter “liberdade”, de ter prazer e o pensamento de possuir certa “felicidade” que o mundo pregava.

Então, ao completar 18 anos, deixei minha cidade natal no Ceará e meus familiares, para morar no Rio de Janeiro, em busca de trabalho e da tal “liberdade”; pois eu me sentia presa, meus avós dificilmente me permitiam ir às festas.

Eles cuidavam de mim, para que eu não seguisse um mau caminho, mas eu não compreendia, e a escolha agora era minha. Comecei a frequentar muitas festas, a beber, não que eu gostasse, porém como as pessoas que estavam comigo bebiam, e eu queria me enturmar, dessa maneira a situação se apresentava a mim, como algo necessário para estar no grupo, eu acabava me deixando levar pelas seduções que eram muitas.

Como Deus é fiel, e mesmo em meio as minhas infidelidades, Ele jamais desistiu de mim. Um dia participei da Santa Missa com orações por cura e libertação, presidida pelo Pe. Geovane, Fundador do Instituto, do qual faço parte hoje, num determinado momento, ele pediu que formássemos duplas e que o ideal era ficar com alguém desconhecido. Quem estava comigo disse que via um homem em minha vida, e que ele não me merecia. Na realidade, foi uma confirmação de que eu deveria seguir outro caminho, a partir daí tive forças para terminar este relacionamento que me afastava da presença de Deus.

Em minha oração pessoal, mesmo receosa, eu pedi que o Senhor realizasse a vontade Dele em minha vida. Desse modo, comecei a despertar para a vida religiosa, a qual era desconhecida para mim. Eu não aceitava esse chamado. Porém, continuei buscando viver na graça de Deus e permiti que a mão poderosa de Nosso Senhor me conduzisse.

Então no dia 29 de setembro de 2014, na Missa de São Miguel, o Pe. Geovane disse que Deus precisava de operários para a sua messe. Senti-me profundamente tocada, essa palavra era para mim!

Assim, foi confirmada minha vocação, entrei para o Instituto das Filhas da Preciosa Vida, e a cada dia experimento o Amor de Deus, agora me sinto feliz por esse chamado! A doar-me de fato, na Obra do Senhor.

Aqueles, que desejam proclamar a vitória do Amado em sua vida, precisam abrir o coração! Por mais complicado que seja a situação vivenciada, Deus revela que é possível voltar-se para Ele.

 

 

 

Por Adriana Costa Albano (Irmã Luisa)

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